Em referência ao Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, o Hospital Estadual de Urgências da Região Sudoeste (HURSO) promoveu uma palestra para todos os colaboradores para esclarecer dúvidas sobre o assunto.

“Ainda existe muita dúvida sobre o que é violência contra mulher. A maioria das pessoas pensam que violência é só a física e a sexual, mas existem várias outras”, explicou Dr. Maria Aparecida Alves, advogada e ministrante da palestra.

A palestra teve como foco a conscientização de mulheres sobre os seus direitos. “Divulgamos os canais de atendimento à mulher e explicamos a abrangência da Lei Maria da Penha. Os testemunhos de pessoas que estavam presentes nos mostraram o quão perto essa violência está de nós”, comentou Rosemere Oliveira, supervisora de departamento pessoal.

“No HURSO, nós já atendemos várias mulheres que sofreram agressões. Quase todos os dias temos um caso de violência contra mulher e várias delas não denunciam o agressor”, contou Virgínia Baroni, assistente social.

Diálogo

Quando falamos de violência contra a mulher, o que vem na nossa mente é a violência física. Mas a violência contra a mulher vai muito além disso. Na maioria das vezes a mulher nem se dá conta de que está sendo agredida. Dentre os tipos de agressão, existe a agressão física; psicológica; sexual; moral e patrimonial.

“A agressão psicológica é uma das piores. Acaba com nosso amor próprio e nos deixa com sérias sequelas. É uma coisa que só melhora depois de muito tratamento psicológico”, contou Fabiana Lemes, assistente administrativo. A cada hora, 536 mulheres são vítimas de agressão dentro da própria casa. A cada uma hora e meia, uma mulher não sobrevive para contar outra desculpa.

“É necessário denunciar sim. Quem faz uma vez, vai fazer outras e o fim pode ser trágico”, comentou C.B, servidora pública, que preferiu não se identificar. Ela relatou as agressões que sofreu. “A gente estava de boa e do nada ele começou a me bater. Eu fiquei quieta porque meu filho estava dormindo e eu não queria que ele visse aquilo. Quando ele cansou de me bater, entrou para o quarto e foi dormir. Não foi a primeira e nem a última vez que aconteceu, mas foi uma das piores”, contou.

Denúncias

Quando a mulher sofre algum tipo de violência, pode ligar para a Central de Atendimento à Mulher no Disque 180 ou até mesmo para a Polícia Militar (190) e denunciar de forma anônima. Não precisa ser a vítima para fazer a denúncia, pode ser qualquer testemunha.

Ligando no 180, a pessoa é orientada sobre os próximos passos para resolver o problema. A denúncia é encaminhada para uma delegacia local e os policiais agem na hora para prender o agressor em flagrante.

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