O Hospital Estadual de Urgências da Região Sudoeste (HURSO), em Santa Helena, é referência em todo o sudoeste goiano por ser especializado em traumatologia e ter conquistado o selo de acreditação da Organização Nacional de Acreditação (ONA) 1. O HURSO não conta com UTI neonatal e, portanto, não recebe casos de bebês prematuros ou com menos de 30 dias de vida. Entretanto, o caso das bebês Helena e Helloísa fugiu a regra. As gêmeas prematuras de 7 meses estavam internadas em Rio Verde e, depois, foram transferidas para o HURSO. “Elas nasceram a caminho para Goiânia. Então, decidiram deixá-las internadas em uma UTI neonatal em Rio Verde, mas logo as transferiram para o HURSO”, contou João Paulo Valentim, tio das meninas.

Gêmeas guerreiras

O quadro clínico das gêmeas era distinto. “Helloísa chegou aqui um pouco melhor, veio apenas no oxigênio circulante. Já Helena veio entubada e com ventilação mecânica, com menos peso que a irmã. Então, tivemos que entrar com dietas especiais”, declarou Dra. Helena da Luz, intensivista pediátrica e neonatologista.

“Helloísa evoluiu melhor e foi embora mais rápido. Porém, Helena teve um pouco mais de complicação. Mas como toda guerreira, ela vem evoluindo melhor a cada dia, sugando muito bem, sem nenhuma infecção e eu tenho certeza que em poucos dias já estará em casa com sua irmã”, informou Dr. Helena.

Presente para o HURSO

A pequena Helena superou uma pneumonia e hoje se encontra totalmente recuperada, sem nenhuma sequela, ingerindo a dieta total por mamadeira e sonda. “Por ser neonatologista e intensivista pediátrica já estou acostumada com casos assim, mas para o restante da minha equipe foi desafiador, porque nunca houve aqui no HURSO um bebê tão pequeno. Mas elas foram um presente para nós”, concluiu a médica.

João Paulo elogiou a equipe que cuidou de suas sobrinhas: “Graças a Deus as duas vieram para um bom lugar, onde as pessoas cuidam com muito amor e dedicação”, resumiu.

“Foi um prazer enorme participar da recuperação das meninas. Cada obstáculo superado, cada dia vencido, cada melhora, nos fez crescer tanto humanamente quanto profissionalmente. Ficamos muito felizes por essa melhora delas. Elas são um milagre”, comemorou Nayara Diniz, técnica de enfermagem.

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